Quando você abre uma janela anônima em seu navegador, esta ação é executada com a esperança e o pressuposto de que as coisas que você acessar naquela sessão não serão registradas e nenhum dado relacionado às atividades ali executadas será coletado.
Esta funcionalidade é especialmente útil para quando você, por exemplo, vai usar um navegador de terceiros em um computador público (digamos, uma biblioteca) para checar seu e-mail. O uso de uma janela anônima nos dá a garantia de que ao fechar aquela janela, tudo será apagado (histórico, dados enviados em formulários ou qualquer outra informação que permita quem quer que seja a identificar a pessoa que usou aquele recurso.
No entanto, se você faz isso usando um navegador Google Chrome, não necessariamente isso é verdade.
Ontem e hoje tem sido noticiado que o Google acordou em deletar dados que foram coletados das pessoas quando usando o navegador Chrome em modo anônimo.
O interessante desta notícia é que a manchete, em minha opinião, não deveria ser esta. A manchete deveria ser: O Google mentiu para todos os usuários do Chrome por muito tempo, levando-os a crer que o modo anônimo era uma maneira de não ter as suas ações devidamente registradas e nem ter dados coletados.
Entendo que isso é uma questão muito grave, que evidencia a desconsideração para com as necessidades e expectativas dos usuários em uma postura enganosa e prejudicial.
Como falo no vídeo abaixo, a ação inicial que todas as pessoas que usam este navegador devem fazer imediatamente é deixar de usa-lo.
Estamos em 2024 e os navegadores modernos são praticamente equivalentes em termos de funcionamento. Nesse sentido, usar um navegador que não te respeita feito por uma empresa que mente para você, não é uma escolha sadia.
Minha indicação no momento é o Mozilla Firefox, que funciona excelentemente bem em qualquer plataforma (Mac, Windows, Linux, Android e iOS).