A Meta faturou bilhões de dólares com anúncios fraudulentos. São anúncios mantidos por golpistas que enganam as pessoas. Lojas falsas. Produtos que nunca chegarão. Pessoas que são e serão lesadas. Pessoas que não receberão o que compraram.
No ano passado, a Meta estimou que cerca de 16 bilhões de dólares, o que representa aproximadamente 10% de sua receita, viriam de anúncios fraudulentos.
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Mas… tudo bem, né? Muito difícil parar de usar o Instagram e o Whatsapp. São aplicativos que *todo mundo* usa…
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Traduzido direto da matéria do Ars Technica:
Documentos internos revelaram que a Meta projetou lucrar bilhões ignorando anúncios fraudulentos que suas plataformas direcionavam aos usuários com maior probabilidade de clicar neles.
Em uma extensa reportagem, a Reuters expôs cinco anos de práticas e falhas da Meta que permitiram que golpistas se aproveitassem dos usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp.
Os documentos mostraram que, internamente, a Meta hesitava em remover contas abruptamente, mesmo aquelas consideradas de “golpistas notórios”, por receio de que uma queda na receita pudesse diminuir os recursos necessários para o desenvolvimento de inteligência artificial.
Em vez de remover prontamente os golpistas, a Meta permitiu que “contas de alto valor” acumulassem “mais de 500 violações sem que a Meta as desativasse”, relatou a Reuters. Quanto mais violações um golpista acumulava, mais a Meta podia cobrar para veicular anúncios, já que os documentos da empresa mostravam que a Meta “penalizava” os golpistas cobrando taxas de anúncios mais altas. Enquanto isso, a Meta reconheceu em documentos que seus sistemas ajudavam os golpistas a segmentar usuários com maior probabilidade de clicar em seus anúncios.
“Usuários que clicam em anúncios fraudulentos provavelmente verão mais deles devido ao sistema de personalização de anúncios da Meta, que tenta exibir anúncios com base nos interesses do usuário”, relatou a Reuters.
