Acordei hoje pensando na aula que dei ontem. Não foi muito diferente das que lecionei ao longo do semestre.
22 alunos presentes. 13 alunos ausentes. Isso na chamada. Na realidade eu falei com as paredes por uma hora e quarenta minutos. Todos ausentes.
Estava terminando um texto que fala do Capitalismo de Vigilância (https://journals.sagepub.com/doi/10.1057/jit.2015.5). Um dos assuntos finais da disciplina.
Na minha cabeça, este é um assunto muito legal, mas acho que os alunos não pensam da mesma forma.
Pensando bem acho que a disciplina inteira deve ter sido um sofrimento para eles. Talvez seja o formato de aula expositiva. Mas como fazer com que uma turma leia os textos e engaje com assuntos que não lhes parecem ser interessantes?
Para o próximo semestre, repensarei este conteúdo por completo. A forma das aulas talvez seja a maior dificuldade e a coisa mais difícil de alterar. É conteúdo teórico, repleto de conceitos e de contextualização histórica. Difícil pensar em um formato diferente para trabalhar…
Tento evitar a todo custo usar aulas para passar videos. Deixo as referencias de videos para que os alunos assistam em outros momentos. Durante todo o semestre reforcei com os alunos que acho que os encontros em sala de aula são melhor aproveitados com debates e conversas sobre os textos. Só que ninguém leu os textos ao longo do semestre e eu fiquei falando sozinho.
Pode ser que o que eu falo seja assunto que eles já conheçam e do qual estejam cansados. Talvez seja a minha abordagem que é ultrapassada.
Olhando em retrospecto talvez fosse melhor ficar passando vídeos…
