Usando contas Microsoft 365 para Teams e Outlook no Linux Mint

Usar Linux e ao mesmo tempo ter que manejar uma conta da Microsoft pode ser mais fácil do que você imagina.

Eu uso o Mint e preciso manejar uma conta da Microsoft para o trabalho. São duas contas, na verdade, mas isso não é relevante. Estas contas referem-se ao Teams (conta 01) e a correio / calendário (conta 02).
Os motivos pelos quais estas contas são separadas não me dizem respeito. Eu apenas preciso trabalhar. Então, como eu faço para ter a coisa funcionando no Mint?

Para ter o Teams funcionando, eu uso o Portal for Teams, que instalo direto do meu gerenciador de aplicativos do Mint via Flatpak. É a lojinha de apps do sistema. Funciona muito bem e faço as reuniões por lá. Funciona bacaninha e consome a mesma quantidade absurda de recursos que o trambolho do Teams consome em qualquer outro sistema. Ou seja: você vai se sentir em casa.

Para o correio, eu uso o Evolution, que se integra perfeitamente ao restante do Mint. Inclusive, o calendário do Evolution se integra ao calendário do Mint e isso ajuda de sobremaneira. Num passado recente eu estava usando o Prospect Mail, que também é muito bacana e eu instalava via SNAP. Mas para juntar a conta pessoal e a de trabalho em um único software, resolvi passar a usar o Evolution.

Para usar o Evolution, é só instalar também pela loja de aplicativos do Mint. Uma coisa que eu aprendi: se você escolher o Evolution instalado via Flatpak, é só instalar e usar. Já se você (como eu) instalar o Evolution via pacote do sistema, é importante instalar também o plugin para que ele funcione com a sua conta Microsoft 365.

O plugin se chama Evolution EWS e aparece quando você busca pelo Evolution na lojinha / gerenciador de apps do Mint. Ao instalar os pacotes do Evolution e do Evolution EWS outros pacotes de plugins também serão instalados, como vocês podem ver na captura de tela do meu sistema, acima.

Eis o meu plano

Eu tenho um iPhone XR que está em uso desde outubro/novembro de 2018. Ele me atende, mas está lento, com a tela começando a ficar prejudicada na parte inferior e o mais importante: depois de 7 anos, vai parar de receber atualizações de sistema.

Minha ideia é trocar por um novo aparelho da mesma marca. O mais barato é o modelo 16e. Acho que me atenderá bem. Devo aproveitar alguma oferta de novembro e fazer a aquisição. Depois de muito tempo (sei lá, mais de dez anos) acho que vou acabar seguindo aquela lógica de comprar pela operadora e ter um desconto atrelado a fidelização via contrato.

O plano é não desfazer do XR. Acho que vou ver a possibilidade de uma modalidade de pré-pago super barata apenas para deixar rodando nele os aplicativos da Meta (e talvez os do Google). Assim, o novo aparelho terá aplicativos de vigilância em uso reduzido.

Isso pode materializar uma coisa que venho idealizando há tempos: separar a vida profissional da vida pessoal. Muita, mas muita coisa mesmo do trabalho roda em cima de aplicativos da Meta, o que eu particularmente não acho legal.

Então, ao invés de ser (novamente, porque eu já fiz isso antes e não foi legal) aquela pessoa chata que simplesmente não tem os apps, vou deixar estes aplicativos vinculados a um número novo que só será usado para trabalho em um aparelho que ficará ligado apenas para isso somente nos horários em que eu estou trabalhando. Vamos ver, né? Vai que funciona.

Surpreso e, ao mesmo tempo, nem tanto

Ontem eu decidi retomar o uso do Vivaldi como meu navegador principal. Este post não é sobre isso, entretanto.

O que ocorre é que eu, ao configurar o navegador para uso diário, instalei duas extensões essenciais para mim: Privacy Badger e No YouTube Shorts. Ao testar as extensões, eu percebi uma coisa interessante: a quantidade surpreendente de rastreadores que o site Speed Test tenta fazer funcionar ao realizarmos um teste de velocidade e a ausência de rastreadores no serviço semelhante fast.com.

A título de comparação, o serviço SIMET trabalha com três rastreadores, todos vinculados ao Google, que indica uso do Analytics e também de fontes do Google.

A surpresa (mas nem tanto) mais interessante é o espantoso volume de rastreadores usados no Speed Test. De igual maneira, a Netflix, que é a responsável pelo fast.com não usa nenhum rastreador. Interessante.

Esperado que o Speed Test implemente rastreadores dada a quantidade de anúncios que exibe. Isso deve ser operacionalizado para que o serviço exista. Mas mais de 30 é algo verdadeiramente surpreendente. Aquilo deve ser uma máquina de coleta de dados.

Veja bem. Não ha nada de errado em usar uma ferramenta de monitoramento de acessos como o Jet Pack ou o Analytics. O que me surpreende aqui é a quantidade de rastreadores em operação no Speed Test.

Assistam The Pitt

Aprendi a conviver com a plataforma LinkedIn. Nem sempre é uma convivência harmônica. Hoje, por exemplo, vi uma postagem de um “especialista em Marketing” que falava que “agora o paciente desenvolveu a coragem de desafiar o médico” e que isso acontecia porque “a medicina havia parado no tempo”. De acordo com este especialista, a autoridade do médico se constrói não mais por sua capacidade demonstrada nas suas atividades como médico, mas sim nos posts que o médico faz em plataformas sociais.

Antes de fechar a aba do navegador xingando o tal especialista e amaldiçoando aquele lugar infernal que capacita pessoas como ele a se colocarem como especialistas e a dizerem tamanhas bobagens, eu me lembrei da série The Pitt, que está no HBO Max (ou na sua fonte alternativa preferida).

Num dos episódios finais da primeira temporada, é apresentado um exemplo deste perfil que se desenvolveu na sociedade contemporânea do paciente que “desafia” o médico. A forma com que isso é colocado na série é muito bacana. Evidencia o perigo de as pessoas confiarem cegamente nas coisas que consomem pela internet sem terem o mínimo de postura crítica e de entenderem que cada profissional ocupa o lugar que está por suas capacidades técnicas, especialmente num hospital.

Há muito tem-se refletido sobre o inferno que é para o profissional de qualquer área que agora tem que ser também um influenciador das mídias sociais para ser enxergado como um profissional competente. Isso é um absurdo e vale não só para profissionais da área da saúde, mas também para todos os outros. Enfim. Achar que alguém só vai ser reconhecido como competente se for um bom produtor de conteúdo é algo que não me passa muito bem. Não dá para engolir isso.

De qualquer forma, a série é excelente. Tal qual acontecia no antigo 24 horas, cada episódio do The Pitt é uma hora do plantão da emergência de um hospital. O ritmo é muito legal e os acontecimentos desencadeiam-se de maneira muito interessante. Bom roteiro, boa atuação, boa direção e excelente montagem.

Atribuo todos os elogios possíveis a The Pitt. Com igual força, todo o desprezo para quem acha que para ser um bom profissional a pessoa precisa ser boa postadora de conteúdos nas plataformas sociais. Essa ideia de que as mídias sociais são um enorme concurso de popularidade é de dar nojo.

Linux Mint FTW

Recentemente foi lançado o Debian 13. Como aconteceu quando foi lançado o Debian 12 eu fui lá e testei. Gostei muito e decidi usar. Foi divertido e bacana usar o Debian 13 com KDE, não fossem alguns problemas que eu tenho pouca paciência para resolver. O principal deles é que o OBS para usar câmera virtual não funciona de forma automática. Tem que fazer uns procedimentos que eu não consegui realizar de forma a deixar definitivamente usável. Não vou linkar nada aqui porque definitivamente se você está num contexto semelhante ao meu em termos de uso de sistemas Linux (o ponto onde estes caminhos para fazer a câmera virtual no OBS se tornam uma dor de cabeça) talvez nem valha a pena seguir os links. Se você está num ponto de uso de sistemas Linux mais avançado que eu, sinceramente, não sei o que você está fazendo lendo este post. Este texto não é sobre o Debian. É sobre o Mint; que reina soberano pra mim.

Este parágrafo introdutório teve uma importante função: lembrar a mim mesmo que sempre que eu invento moda de mudar de distribuição, me arrependo e acabo voltando pro Mint. O Mint é o sistema Linux mais legal de usar. É super fácil de instalar e manter, o visual é familiar e confortável. As coisas funcionam. A gente pode se preocupar em simplesmente fazer o que precisa no computador ao invés de ter que ficar dando voltas e mais voltas para fazer o computador funcionar. Desde que eu voltei a usar Linux, o Mint tem sido meu porto seguro. Aqui tudo o que eu preciso funciona bem logo de cara.

Claro que o Mint não é perfeito. Ele tem algumas inconveniências. A que mais me incomoda é que no Cinnamon os botões de janela não ficam iguais para todos os aplicativos (para vários deles eu resolvi a questão usando versões via AppImage). Entretanto, apenas para o OBS, não consegui resolver isso. Mas tudo bem. Então alguns tem botões diferentes dos outros. Como é algo visual e que não interfere no funcionamento do sistema, tento me controlar para não me incomodar muito.

Outros sistemas Linux que eu gosto muito são o Fedora (KDE, claro) e o Debian. O Mint, no entanto, para mim, é o mais legal porque me dá menos dor de cabeça no frigir dos ovos. E é isso que importa.

Pois bem. Estava lá eu usando o Debian 13 com KDE e me vi num contexto de precisar usar a câmera virtual no meu sistema e tendo pouco mais do que uma hora para resolver a coisa até a hora da reunião. Resolver a questão usando os métodos que localizei na internet para fazer a coisa funcionar no Debian não me ajudaram a contento. A solução não se mostrou persistente e eu tive que escolher: refazer o processo ao reiniciar o sistema ou trocar o sistema de uma vez. Optei pela segunda, claro.

Fiz isso porque tenho um esquema rápido e fácil de construir um sistema do zero com o Mint. O Mint me ajudou justamente porque a instalação foi rápida e fácil e porque eu tenho uma sequência de comandos organizados em um script que deixam o meu sistema 95% pronto para o uso rapidamente. Em menos de meia hora eu já estava com tudo quase pronto, precisando apenas configurar o e-mail, logar no navegador para sincronizar favoritos e iniciar a sincronização do Joplin e do NextCloud. Vou deixar aqui o script que eu uso porque é útil pra mim.

#!/bin/bash

# Atualiza os repositórios e atualiza o sistema
sudo apt update && sudo apt upgrade -y

# Instala pacotes essenciais e aplicativos via apt
sudo apt install curl btop virt-manager evolution evolution-ews numlockx remmina -y
sudo apt install ttf-mscorefonts-installer -y

# Instala aplicativos via Flatpak do repositório flathub
flatpak install flathub it.mijorus.gearlever -y
flatpak install flathub net.cozic.joplin_desktop -y
flatpak install flathub com.nextcloud.desktopclient.nextcloud -y
flatpak install flathub org.zotero.Zotero -y
flatpak install flathub org.videolan.VLC -y
flatpak install flathub org.audacityteam.Audacity -y
flatpak install flathub org.filezillaproject.Filezilla -y
flatpak install flathub fr.handbrake.ghb -y
flatpak install flathub com.obsproject.Studio -y
flatpak install flathub org.signal.Signal -y
flatpak install flathub com.github.jeromerobert.pdfarranger -y

# Limpeza do sistema
sudo apt autoremove --purge -y
sudo apt autoclean
sudo apt clean

# Atualiza os repositórios e sistema novamente
sudo apt update && sudo apt upgrade -y

# Reinicia o sistema
sudo reboot

Eu salvo este arquivo com o nome mint.sh e deixo em meu servidor para baixar sempre que preciso. O processo é rápido e eficaz. Eu rodo este script logo no primeiro boot antes mesmo de passar pela tela de boas-vindas do Mint.

Bem, uma vez que eu baixo o arquivo, daí é só ir pro diretório onde o arquivo está e rodar:

./mint.sh

Depois que o script roda, instala tudo o que eu preciso e faz uma limpeza e atualização, ele reinicia o sistema. Nesta segunda rodada é que eu passo pela tela de boas-vindas.

Ao rodar as boas-vindas uma coisa muito importante a fazer é acertar o timeshift. Daí eu faço algumas modificações que acho importantes:

Configuro o sistema para ligar o NumLock:

Personalizo a forma com que é mostrada a data no systray (%A · %d/%m/%y · %H:%M):

Mudo os ícones do sistema para Yaru-blue:

Feito isso agora é só colocar as minhas credenciais nos software de uso diário como falei acima (navegadores, cliente de e-mail e calendário, notas, gerenciador de senha e o cliente de armazenamento de arquivos em núvem).

Daí eu passo a baixar os apps que eu uso como AppImages, porque eu sou um pouco incomodado com a questão visual da aparência das janelas e do ponteiro do mouse, então alguns aplicativos eu uso como AppImages que me garante isso. Explicando, estes aplicativos listados a seguir, mesmo não tendo sido feitos pensando em temas GTK, se instalados como AppImages, herdam estas configurações do sistema. Os aplicativos são:

  • Krita (para editar imagens e fazer composições)
  • KDEnlive (melhor editor de vídeos para resolver tudo rápido e de forma eficiente)
  • Ferdium (para trabalho: WhatsApp e Instagram)
  • LocalSend (uma das coisas mais maravilhosas do mundo)
  • RustDesk (para acesso remoto a alguns computadores)

Voltar ao Mint é sempre voltar ao conforto; ao familiar; ao eficiente. Vou sempre atualizar o arquivo do script e este post sempre que alguma coisa mudar. A última atualização foi feita em 21/11/2025.

* O título do post é uma forma de dizer para mim mesmo que o Mint é o sistema que me atente e sempre vence (FTW = For The Win).

A Meta (Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Threads) é um câncer

A Meta faturou bilhões de dólares com anúncios fraudulentos. São anúncios mantidos por golpistas que enganam as pessoas. Lojas falsas. Produtos que nunca chegarão. Pessoas que são e serão lesadas. Pessoas que não receberão o que compraram.

No ano passado, a Meta estimou que cerca de 16 bilhões de dólares, o que representa aproximadamente 10% de sua receita, viriam de anúncios fraudulentos.

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Mas… tudo bem, né? Muito difícil parar de usar o Instagram e o Whatsapp. São aplicativos que *todo mundo* usa…
/s

🙄

Traduzido direto da matéria do Ars Technica:

Documentos internos revelaram que a Meta projetou lucrar bilhões ignorando anúncios fraudulentos que suas plataformas direcionavam aos usuários com maior probabilidade de clicar neles.

Em uma extensa reportagem, a Reuters expôs cinco anos de práticas e falhas da Meta que permitiram que golpistas se aproveitassem dos usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Os documentos mostraram que, internamente, a Meta hesitava em remover contas abruptamente, mesmo aquelas consideradas de “golpistas notórios”, por receio de que uma queda na receita pudesse diminuir os recursos necessários para o desenvolvimento de inteligência artificial.

Em vez de remover prontamente os golpistas, a Meta permitiu que “contas de alto valor” acumulassem “mais de 500 violações sem que a Meta as desativasse”, relatou a Reuters. Quanto mais violações um golpista acumulava, mais a Meta podia cobrar para veicular anúncios, já que os documentos da empresa mostravam que a Meta “penalizava” os golpistas cobrando taxas de anúncios mais altas. Enquanto isso, a Meta reconheceu em documentos que seus sistemas ajudavam os golpistas a segmentar usuários com maior probabilidade de clicar em seus anúncios.

“Usuários que clicam em anúncios fraudulentos provavelmente verão mais deles devido ao sistema de personalização de anúncios da Meta, que tenta exibir anúncios com base nos interesses do usuário”, relatou a Reuters.

Atualizando algumas leituras

Recentemente li o excelente “Atingidos pelas redes sociais“. É uma baita pancada nas plataformas que atuam de forma muito negativa nas nossas vidas. O texto é muito bem escrito e fundamentado. A leitura é rápida e muito boa (apesar de o tema ser muito rarefeito para a maior parte das pessoas). Comecei a recomendar alguns trechos em minhas aulas. Acho que o trabalho que o pessoal do NetLab faz é muito bom.

Para tentar me distrair um pouco me desafiei a ler umas coisas de ficção que estavam pendentes. Comecei pelo “The Every“, que estava aqui na fila há algum tempo mas eu não tinha muita paciência. Achei muito legal. Claro que é difícil ser mais bacana que o seu antecessor, mas ainda sim é uma excelente leitura. O final é um dos mais bacanas que eu li nos últimos tempos.

Na sequência eu me planejei para ler todos os livros relacionados ao “Problema dos 3 corpos“. Comecei pelo prequel (que eu não sabia que existia) chamado “Ball Lighting“. O livro é muito legal. A história é fascinante. Eu lia pensando que foi escrito semana passada, mas o livro tem mais de 20 anos! Terminei a leitura na manhã de hoje.

Estava animado para começar a ler o “Problema dos 3 corpos” ainda hoje, mas daí eu fui escutar a entrevista do Cory Doctorow no Decoder. Eis que ele fala de um livro que eu havia pensado em ler antes mas acabou me passando batido, que é o “Careless people“. Lá vou eu colocar este na frente, furando a fila da leitura, para terminar sentindo ainda mais raiva da Meta. Acho que tenho um Q de masoquista. Só pode ser.

Tentando selecionar as melhores músicas do Blur

Recentemente fui surpreendido por um alerta no meu aplicativo de streaming de música:

Tem pelo menos 30 anos que eu escuto Blur. Nunca deixei de gostar. Foi um prazer ter sido uma das poucas pessoas que foi ao show em novembro de 1999. Talvez nesse dia eu tenha pago a corrida de taxi mais cara de minha vida para me levar do lugar do show para o local onde eu estava hospedado lá em SP.

De qualquer forma, durante o mês de setembro eu estava repassando pela discografia do Blur buscando encontrar as melhores músicas de cada disco. Uma lista provisória que tenho é a seguinte:

The Ballad of Darren – Barbaric
The Magic Whip – Ghost ship
Think Tank – Out of time
13 – No distance left to run
Blur – Strange news from another star
The Great Escape – The Universal
Parklife – Tracy Jacks
Modern Life is Rubbish – Popscene
Leasure – She is so high

Foi difícil chegar a essa lista e definitivamente ela não é definitiva 🙂

Agora… dentre estas, achar qual é a preferida é bem complicado.

Talvez eu deva seguir ouvindo para me decidir…

Tem pessoas que são assim… simplesmente babacas

Lá no começo dos anos 2000 eu participei de um evento bacana num hotel chique daqui de BH com convidados de renome nacional. Minha função era falar de usabilidade na web e o coordenador do espaço onde eu falei era um proeminente professor da USP cujo livro eu usava em minhas aulas. Achei muito bacana a oportunidade e estava bem ansioso pelo evento (acho que já até escrevi sobre isso aqui no blog no passado mas o post não deve ter sobrevivido às inúmeras faxinas que já dei neste lugar desde que ainda estava lá nas ilhas côco). Enfim, eu acabei estourando um pouco o meu tempo de falar e o professor que coordenava o espaço naquele dia me tratou super mal. Foi rude mesmo. Um baita babaca.

Por um bom tempo eu fiquei com raiva. Depois, por causa dessas coisas da memória, eu passei a achar que eu é que tinha vacilado mesmo e não deveria ter estourado o tempo (acho que eu tinha 20 minutos para falar e falei 30).

Hoje uma conexão minha no LinkedIn interagiu com uma postagem deste professor, que segue lá na USP. A postagem era um desabafo do professor falando muito mal de um programa de TV que ele aceitou participar. Coisa rude e mal educada. Falou mal da outra convidada do programa com quem ele teve que interagir, falou mal do assunto. Falou mal de tudo.

Foi ótimo eu ter visto o post porque me fez lembrar que o meu lance de ter estourado o tempo e ter sido super mal tratado não foi uma falha imperdoável  minha. O cara segue sendo um mega babaca… mesmo tendo passados 20 anos da última vez que conversei com ele.