O governo Lula precisa de um blog nos moldes do blog da Petrobras

(Estas reflexões começaram a ser escritas durante o período de transição do governo de Jair Bolsonaro e Lula, ao final de 2022. A ideia era recomendar que fosse adotada pelo governo Lula uma abordagem semelhante à que a Petrobras iniciou durante o período crítico da operação Lava Jato)

A digitalização da comunicação, evidenciada pela inserção das tecnologias interativas no cotidiano da sociedade, proporciona uma série de desdobramentos. Um exemplo desses desdobramentos é o deslocamento do poder que, no contexto de um mundo conectado, é também compartilhado com aqueles que outrora não dispunham do ferramental necessário para serem também emissores (Castells, 2015).

A agora ubíqua capacidade de indivíduos também poderem emitir informações neste suporte interativo evidencia um contexto comunicacional marcado pelas interações diretas entre a origem de uma informação e a sua audiência (Finnemann, 2011) demonstrando a formação de uma dinâmica menos transmissiva e mais dialógica, interativa e personalizada (Martinuzzo, 2014).

Neste contexto podemos perceber a emergência da comunicação direta; ou ao menos da entrega de informações diretamente de um emissor (que pode ser uma pessoa, uma marca, uma entidade de governo ou uma figura pública) e uma audiência que se dispõe a se conectar com este emissor, sem a intermediação de uma entidade de mídia; um veículo da mídia de massa (Oliveira e Mendes, 2020). A este fenômeno de conexão entre a fonte de informação e a sua audiência por meio de mídias digitais interativas, chamamos desintermediação. Embora o conceito de desintermediação venha recebendo críticas recentes (Taylor e Marx, 2023) – estas serão tratadas oportunamente em nova publicação – o potencial, mesmo com as intervenções relatadas por Taylor e Marx (2023) por parte das plataformas de mídia social, prevalecem.

Da mesma forma que nas relações entre indivíduos, a desintermediação provoca alterações na comunicação organizacional. Num contexto regido pela comunicação nas mídias de massa não era possível para as organizações estabelecer diálogos com a mesma facilidade ou com os mesmos recursos multimodais agora disponíveis. A Internet representa de forma consolidada este conjunto de recursos, considerados significativamente transformadores da cultura e da sociedade (Hjavard, 2015).

Criado como um espaço para funcionar como plataforma de conversação entre a organização e a sociedade (Lemos, 2009), o Blog da Petrobras, intitulado Fatos e Dados, representa bem um processo de desintermediação proporcionado pelas tecnologias interativas, já tendo sido, inclusive, objeto de investigações sobre convergência (Moschetta e Jacopetti, 2009; Träsel, 2009), o impacto no processo de produção de notícias (Loose e Franzoni, 2009) e a imagem da organização (Barbosa, 2012).

O blog da Petrobras faz parte de um conjunto de espaços conversacionais onde a organização pode estabelecer um contato direto com a sociedade com a oportunidade de construir a sua própria narrativa. Sua criação coincide com o período da história brasileira em que a Petrobras fazia parte do noticiário nacional em função das investigações relacionadas aos esquemas de corrupção descobertos envolvendo a empresa (Oliveira e Mendes, 2020). O blog Fatos e Dados se coloca, então, como uma fonte oficial de informações simplificadas e esclarecedoras da organização, abordando suas ações e esclarecendo eventuais problemas que possam ser desenvolvidos a partir de interpretações feitas sobre os fatos em publicações na internet e na mídia de massa.

Durante o governo Bolsonaro, de 2019 a 2022, a Presidência da República se dirigia semanalmente por meio de vídeos transmitidos ao vivo em diferentes canais nas plataformas sociais comerciais (Soares, 2021). Este comportamento permitiu que o então presidente da república estabelecesse um canal de comunicação desintermediada – pelo menos potencialmente, visto que as plataformas sociais comerciais ainda realizam a intermediação conforme apontado por Astra Taylor em Taylor e Marx (2023) – com a sua audiência. Embora este tipo de ação seja eficiente em termos de conquista de um alcance potencial alto e uma comunicação dentro dos moldes da já abordada desintermediação, há uma questão importante a considerar sobre seu formato.

As transmissões ao vivo de Jair Bolsonaro enquanto presidente da república apresentavam um formato estético bastante questionável. A impressão é a de que se construía uma aura de espontaneidade e simplicidade bastante artificiais (Costa, 2023). Além disso, a linguagem utilizada e a forma que as informações eram tratadas deixavam uma impressão de que as decisões eram tomadas na base do improviso. Esta abordagem proporcionava inegavelmente uma aproximação com importante parcela da população que apoiava o presidente. No entanto, não havia nenhum princípio básico de jornalismo ou mesmo de comunicação organizacional aplicado nos conteúdos das transmissões. Além disso, faz parte da questão relacionada a essas transmissões ao vivo a ausência de qualquer tipo de verificação ou mesmo contextualização das informações passadas. Ao que parece ser, este tipo de abordagem era intencional e ajudou a criar enorme ruido na comunicação e nas dinâmicas envolvendo o acompanhamento noticioso do governo.

O conjunto de táticas operadas pelo governo Bolsonaro em suas transmissões ao vivo colaboraram de sobremaneira para o acirramento da polarização política no país e também para o crescimento no comportamento de descrença na mídia de massa e no jornalismo no Brasil bem como proporcionou vários episódios de espalhamento de desinformação no país.

A sugestão seria, portanto, a de que o governo Lula adotasse postura e táticas semelhantes às da Petrobras e não as que foram operadas pelo governo de Bolsonaro. Estabelecer um canal formal de comunicação direta e desintermediada por meio de um blog e não de uma plataforma social comercial. Além disso, a adoção de uma abordagem formal e institucional de transmissão da informação. Motiva esta sugestão a necessidade de uma recuperação de credibilidade do governo e da ideia de que processos estão sendo executados dentro dos trâmites formais e corretos. De igual maneira a adoção deste formato possibilitaria o escrutínio por parte da mídia de massa em uma dinâmica que poderia proporcionar uma retomada da credibilidade tanto da classe e dos processos pol;íticos quanto da própria midia de massa.

É fácil compreender como pode se parecer atraente e convidativa a adoção de uma estética informal de comunicação e a entrega de informações de forma desordenada (falsamente espontânea) por meio das plataformas sociais comerciais. Entretanto, a perpetuação desta estética pode proporcionar consequências ruins num longo prazo justamente porque isola a imprensa do processo e das dinâmicas comunicacionais que envolvem o governo e colabora com o crescente descrédito da população acerca da classe e dos processos políticos e, claro, da própria imprensa.

Infelizmente a escolha do governo Lula foi a de dar sequência a este tipo de abordagem com algumas adaptações. Esta abordagem tem se mostrado ineficiente porque, em primeiro lugar gera a possibilidade de comparação com o governo anterior (Nadir e Albernaz, 2023), o que já é ruim. Em segundo lugar não chega efetivamente a alcançar os mesmos resultados que o governo anterior junto à sua base, que se comporta de uma forma um pouco diferente daquela de seu antecessor.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, Valéria Magalhães. Blog corporativo: uma ferramenta para fortalecer a imagem institucional. Revista Ciências Humanas, [S. l.], v. 3, n. 2, 2012.

CASTELLS, Manuel. O Poder da Comunicação. São Paulo / Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.

COSTA, Júlia Morena. Emulações da Precariedade e Autenticidade nas Cenas Bolsonaristas: Análises da Estética da Extrema-Direita Brasileira. Revista Letra Magna, v. 19, n. 32, 2023.

FINNEMANN, Niels Ole. Mediatization theory and digital media. Communications, [S. l.], v. 36, n. 1, p. 67–89, 2011.

HJARVARD, Stig. Da Mediação à Midiatização: a institucionalização das novas mídias. Parágrafo, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 51–62, 2015.

LEMOS, A. Nova esfera conversacional. Esfera pública, redes e jornalismo, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 9–30, 2009.

LOOSE, Eloisa B.; FRANZONI, Sabrina. Acontecimento: a inversão na relação entre jornalista e fonte de informação evidenciada no blog da Petrobrás. In: 2009, Anais[…]. . In: 7oENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM JORNALISMO SBPJOR. [s.l: s.n.]

MARTINUZZO, José Antonio. Os públicos justificam os meios. São Paulo: Summus Editorial, 2014.

MOSCHETTA, A. P.; JACOPETTI, A. M. Convergência no jornalismo: o caso do blog da Petrobrás. SBPJor-ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM JORNALISMO, [S. l.], v. 7, 2009.

NADIR, P.; ALBERNAZ, I. Flopou: Lula chega a 2,5 mi de visualizações com 10 lives semanais. 23 ago. 2023. Disponível em: <https://www.poder360.com.br/governo/flopou-lula-chega-a-25-mi-de-visualizacoes-com-10-lives-semanais/>. Acesso em: 3 jan. 2024.

OLIVEIRA, Caio C. G.; MENDES, Laila A. Organizações Midiatizadas: um olhar sobre as narrativas percebidas no blog da Petrobras e em outras publicações na Internet sobre a nova gasolina brasileira. In: 2020, Anais [….]. . In: 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. [s.l: s.n.]

SOARES, Mônica Melchiades. Populismo e pós-verdade na gestão do primeiro ano da pandemia do Coronavírus no Brasil: as lives semanais de Jair Bolsonaro no YouTube. 2021. Tese de Doutorado. Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

TAYLOR, A.; MARX, P. Why tech makes us more insecure. Tech Won’t Save Us, 21 dez. 2023. Disponível em: <https://www.techwontsave.us/episode/199_why_tech_makes_us_more_insecure_w_astra_taylor>. Acesso em: 3 jan. 2024

TRÄSEL, Marcelo. Comunicação mediada por computador e newsmaking: o caso do blog da Petrobras. In: 2009, Anais[…]. . In: XXXII CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO. [s.l: s.n.]

so, here we are… 2024!

first day of a new year. time for new beginings and to try (or restart) doing new things and get back on good old habits. in my case, both.

2023 let’s agree was not the most productive year of my life. i know we must not attatch our goals only to productivity but this must be said. nonetheless it was a year of mental health recovery. i am not 100% but i feel i am o.k. to start new things in 2024.

a few goals are

  • i’ll put my reading up to date. there are four books waiting to be read on my nightstand.
  • i’ll post more frequently here. this seems to be a comeback of old habits.
  • i’ll try to learn new things in a proper way. hope to report on the progress related to this soon.
  • i’ll try to manage mental health and anxiety. this is the hardest one.

let’s see what i can accomplish in this new year.

Mastodon / fediverso e idiomas

Depois de 48 horas, terminou a enquete que eu coloquei no Mastodon para saber se as pessoas seguiam perfis que publicavam conteúdo em idiomas diferentes daqueles que elas falam nativamente. Foram 4255 votos e 792 compartilhamentos. O alcance que esta enquete teve superou qualquer expectativa que eu poderia ter. Com apenas pouco mais de 650 seguidores quando comecei a enquete, ela chegou a quase sete vezes o número de pessoas que representam a minha audiência potencial inicial na plataforma.

Para além da questão do alcance, os resultados da pergunta de minha enquete foram bem interessantes. Para muitas pessoas que responderam e comentaram isso parece óbvio e algo que nem precisava ter uma pergunta para saber. No entanto, uma coisa parece passar desapercebida para a maioria das pessoas quando o assunto é a plataforma Mastodon e o fediverso no geral: como o mastodon / fediverso não recebe interferência algorítmica no processo de seleção e sortimento dos posts e na montagem dos feeds, aqui temos mais acesso a postagens de pessoas que escrevem em outros idiomas.

Em plataformas com interferência algorítmica, como as plataformas comercialmente exploradas, isso acontece o tempo todo. Assim, naqueles espaços, o que acontece é que – mesmo que você opte por seguir uma pessoa que escreve em outro idioma – os algoritmos de sortimento e exibição de postagens operam para que você não veja estas postagens ou veja menos postagens de idiomas que não são o seu idioma nativo. Os algorirmos partem do pressuposto de que você fala apenas o idioma de seu sistema ou aquele que você sinalizou interagindo nas primeiras postagens que você viu na plataforma quando começou a utiliza-la (claro que sinais como localizaçào geográfica do aparelho e a localização declarada do endereço IP associado a você quando criou seu cadastro interferem também; são muitos os sinalizadores).

Em plataformas que não são manipularas por algoritmos, como o Mastodon, isso não acontece. Assim, se você opta por seguir cinco perfis de pessoas de cinco países diferentes que postam suas publicações em cinco idiomas diferentes, você vai ver tudo o que estas pessoas publicam. Isso muda de forma substancial as possibilidades de interações com diferentes pessoas e as eventuais relações que se constroem nestes ambientes. Foi para tentar descobrir como as pessoas se relacionam com este conteúdo que eu fiz a enquete.

Agradeço enormemente a todos que responderam e participaram! Aprendi muito com os comentários e os relatos de uso.

Vamos continuar usando o Mastodon / fediverso para conhecer mais pessoas e mais ideias legais e encurtarmos as distâncias, inclusive removendo as barreiras de linguagem!

O Mastodon (na verdade, o fediverso) é o lugar para estar

Eu uso plataformas sociais desde que elas apareceram. Estou conectado e postando há mais tempo do que gosto de admitir.. 🙂

Confesso que meu entusiasmo pelo Mastodon (e pelo fediverso, claro) só aumenta a cada dia.

Hoje pela manhã eu tive a ideia de perguntar para as pessoas que me seguem (pouco mais de 650) no Mastodon se elas seguiam pessoas que falam / postam em outros idiomas que não o seu idioma nativo (link para o post). Quis saber isso porque eu interajo bastante com pessoas que falam outros idiomas na plataforma. Queria saber se meu caso era comum.

 

Nem nos meus sonhos mais ousados eu conseguiria este alcance e este engajamento em outra plataforma. Eu tinha mais de 1300 seguidores no Twitter quando apaguei a minha conta e já cheguei a ter mais de 800 seguidores no Instagram.

Nunca, jamais, qualquer postagem minha naquelas plataformas chegou perto disso. No Mastodon eu tenho pouco mais de 650 seguidores e esta minha postagem recebeu mais de 230 compartilhamentos e a enquete mais de mil e duzentos votos em cinco horas.

O mastodon e o fediverso são o lugar para estar. Olha que eu não vivo de produzir conteúdo. Imagino que a coisa seja ainda mais bacana para quem trabalha com isso.

O potencial é gigantesco.

Feliz aniversário, Mihály Csíkszentmihályi!

Hoje o Doodle do Google é em homenagem ao 89º Aniversário de Mihály Csíkszentmihályi.

Este autor foi muito importante para mim quando eu ainda estava cursando o mestrado. Aprender sobre o Flow naquele momento foi crucial. Depois disso, virou figurinha garantida em minhas aulas. Além do Flow, recomendo muito o livro The meaning of things.

So I am back at using Firefox

As previously said my browser usage could change and I am not ashamed of it.

Last week I decided on going back to Firefox as my daily / default browser.
The main reason was not ideological. The thing that made me switch back to Firefox was one particular extension / add-on: Firefox Multi-Account Containers.

So my decision was purely based on my need to be logged in into three Microsoft accounts simultaneously: one for my personal OneDrive storage (unfortunately I have not yet found a better and cheaper solution for my family’s cloud storage needs) and two different accounts for my work (for some strange reason my employer decided it would be better to keep academic relations and administrative tasks running on two separated Teams instances. It is a nightmare but it seems I am the only one who thinks so).

The only manageable way to deal with this mess was to use this extension / add-on. And it work flawlessly. This plug-in is so good I completely ignore the lack of PWA support in Firefox just to access the set of benefits it provides me.

So here it is: I am back at using Firefox as my one and only browser and it is working great. I set up sync and now am using it in my phone and in both my computers. Performance is as good as in Brave and Vivaldi.

Also, participating in Teams meetings improved a lot in Firefox. The interface for using Teams in a Firefox window resembles a lot the experience I have when using the native desktop app. It is significantly different than using it in a chromium browser so I guess that’s another point for Firefox.

I must also say that one minor annoyance I had related to Firefox has a workaround and it makes using Firefox visually better now.

The positive side effect (is this such a thing?) is that by using Firefox I support an alternative web; the one I believe. So no negative points at all. PWAs are nice, but this is better. For now.

A transformação digital aconteceu em 1997

Outro dia eu li no Mastodon (agora praticamente a única plataforma social com características mais assemelhadas a rede que tenho usado) esta frase e o conceito ficou bem marcado.

De fato, a transformação digital já aconteceu há tempos.

Entretanto, infelizmente, neste ano de 2023, ainda temos empresas, gestores e práticas que evidenciam que há um enorme atraso em trabalhar a questão digital nas práticas empresariais.

O exemplo de hoje é emblemático. Veja a imagem abaixo e preste atenção nos horários das mensagens.

Estamos vivendo um contexto bem interessante e animador para implementação de multiplos canais convergentes de comunicação, atendimento e, claro, de vendas.

O WhatsApp se mostra como um grande trunfo para empresas agilizarem processos e inclusive realizar vendas de maneira personalizada e ágil.

Entretanto, práticas e implementação de sistemas com poucos recursos ou uma operacionalização deficiente podem atrapalhar mais do que ajudar no processo. O ocorrido comigo que está ilustrado na imagem que mostrei acima é um exemplo de algo que não deve acontecer. Jamais.

Por mais que o dia esteja atípico, uma espera de mais de 4 horas para realizar um atendimento digital é algo realmente que afasta o cliente deste canal e, talvez, até da marca.

Colocar o atendimento via WhatsApp é algo que deve ir muito além de implementar um bot para coletar os dados dos usuários e direcionar as mensagens para um atendente real. É preciso que este atendente real tenha a estrutura e o acesso a recursos para colocar este tipo de atendimento em pé de igualdade com o atendimento que o consumidor teria se estivese presencialmente na loja.

Nesse sentido, há que se pensar também em uma equipe que não seja reduzidade pessoal de atendimento, bem como este pessoal precisa estar equipado com acesso a sistemas de estoque para consulta e informação para fornecer ao consumidor os dados mais atualizados. De maneira complementar, este pessoal de atendimento precisa fazer parte de uma equipe integrada de vendas que receba os mesmos treinamentos e acesso às mesmas informações que os demais profisionais de atendimento têm acesso.

Ou seja: a transformação digital, de forma efetiva, já ocorreu há muitos anos. Gestores precisam compreender que se estão com este assunto em pauta no dia de hoje, estão muito atrasados e precisam agir com grande esforço para tentar reverter a situação de défcit.

About browsers and my particular use

I’ve been using a combination of Linux on my computers and iOS on my cell phone for a few months now. Previously, when I used the macOS operating system on my computers and iOS on my cell phone, it was a pretty easy choice. I used Safari and lived my life.

However, when I started using Linux on my computers, a new demand appeared: I needed a web browser that would synchronize tabs between the two systems and that wouldn’t compromise my computers’ RAM.

Remembering that I migrated to Linux on computers because my equipment is older (a 2012 MacMini and a 2015 MacBook Air) and the Apple system I used on them was no longer supported (specifically for the Mac Mini).

After installing Linux Mint (Debian Edition) on my computers, I noticed that the system was much more responsive and adapted well to older hardware. Right off the bat, I got to keep the default browser (Firefox) and it was doing fine. I used Firefox a lot on my Mint (Debian based version). The multi-account-container plugin is excellent.

However, a few things caused it to flash a red light in my use with Firefox:
– Firefox’s RAM memory consumption seemed high to me and the computer’s performance was below expectations.
– Firefox’s support for MS Teams (which I use for work) is below par. Joining a meeting or teaching a class with Teams in Firefox is impractical.
– Firefox doesn’t support PWAs and I really like using some websites as apps. As examples, I mention Simplenote, WhatsApp and MS Teams itself. I prefer to use these services as PWAs. I know that there is a Teams application, for example, for Linux, the performance is very bad.

Therefore, after much consideration, I decided to switch to a Chromium-based browser, as they would meet my demands (tab synchronization, performance and PWA support). My automatic choice was Vivaldi. It has everything I need (especially since the trial version for iOS was recently released). I started using this browser.

After a period of using Vivaldi, which is very good, by the way, I found myself a little frustrated with the fact that, precisely because it is still in an experimental period on iOS, I cannot set it as the default browser on the system , which always gave me some headaches because it doesn’t open links from other apps natively (because it’s not the default browser).

In that sense, I ended up migrating to Brave.
Both (Vivaldi and Brave) are very good. Brave did better because the way they implement support for PWAs seemed more interesting to me. In addition, it has the ability to be set as the default browser on the cell phone (with iOS).

This way, my usage was optimized with Brave on all devices and a series of services / websites running with PWAs. One thing to strongly consider is that there is no Chrome extension that comes close to the Firefox plugin for multiple accounts in containers.

This was something I had to balance and I decided to go with Brave.
Brave has that crypto-related issue, but just remove all mentions of crypto stuff from Brave via settings and life goes on. Also it has really nice support for using TOR and an included .torrent client (the latter doesn’t work 100% well, I must say).

Still on Brave, I must register that I know about the controversial issues about Brendan Eich’s attitude towards the LGBTQIA+ community, but I needed to prioritize using a browser that has good support for my demands (being the default on iOS and Linux), who could run MS Teams and who had a good way of dealing with PWAs. It’s quite possible that when Vivaldi becomes available outside of Testflight and can be set as the default browser on iOS, I’ll end up revising my choice.

Anyway. Although choosing apps is something very personal and subjective, here’s my story. I hope it helps someone who is with similar demands.

Ainda Sem Nome… 6 anos se passaram

Hoje é dia 27 de junho de 2023. Há exatos seis anos era publicado o episódio de número 135 do podcast Ainda Sem Nome. Este acabou sendo o último episódio do podcast.

O Ainda Sem Nome nasceu em 2011 e foi um projeto muito legal que conduzi com o Felipe Menhem, que anos antes havia sido meu colega de trabalho quando eu trabalhei em uma produtora web entre 2002 e 2003. Acabamos ficando amigos e resolvemos prosear um bocado sobre o que vivíamos no fabuloso universo da comunicação digital.

O podcast nos trouxe muitas alegrias e aprendizados. Foi intenso e bastante divertido. Chegamos a fazer algumas pausas porque eu precisei terminar minha tese de doutorado e também porque em outros momentos apenas ficamos de saco cheio.

Durante os mais de seis anos e 135 edições que fizemos muita gente bacana passou pelo Ainda Sem Nome e muita coisa legal foi discutida. Criamos uma pequena comunidade que sempre escutava os episódios e colaborava com sugestões de pauta e feedback sobre como estávamos tocando a coisa.

Desenvolvemos novas habilidades de produção, transmissão, gravação e edição de áudio e vídeo que são úteis até hoje. Enfim, é um projeto pelo qual tenho grande carinho.

Tanto que, coincidentemente, exatamente no dia de hoje, terminei de colocar todos os episódios em meu canal no YouTube, para fins de backup. Você pode conferir tudo o que foi feito na playlist que criei (e reproduzo aqui embaixo) e  também no canal oficial do Podcast, que o Felipe está publicando também. Há muitos episódios que são atemporais.

PS: Revendo os episódios para colocar no YT eu vi que foi em maio de 2017 que falamos do Mastodon por lá. Foi bem bacana. Já naquela época falamos também de fake news e da revolução da transmissão esportiva no site de vídeos do Google.

Back to using Linux (now on Apple hardware)

Since 2016 I have been using Apple computers.

Until then (more precisely from 2006 to 2015) I was a Linux user ranging from Ubuntu to Mandriva and ending up with CrunchBang, which had been the last distribution I used.

In 2016 I decided to set up a studio and sell professional video services. During that time I used Windows. The experience didn’t last a year (both the company and my brief return to Windows, which had been my day-to-day system since I started using computers more seriously in 1995). Well then. It was then, in 2016, that I started using Mac.

I was already frustrated with the planned obsolescence of Android phone devices and decided to buy an iPhone after frustrating months using Windows Phone (when I said that I migrated to Windows when I started the company, I changed everything to Windows and it was a huge pain) .

Upon purchasing the iPhone, I was amazed at how comfortable the system is to use compared to my previous Android experience. It wasn’t long before I decided to give it a try and switch all my computers to Apple computers.

These are the computers I use to this day. I have a 2012 Mac Mini, which I bought used, and a 2015 Mac Book Air, which I bought new in 2016.

The first thing I noticed is that, just like the experience of using the cell phone with the Apple system, using the computer had become an excellent experience. So much so that later I also decided to buy Apple computers for my family.

Things work out the way you expect them to work. Things are where you expect them to be and everything is very smooth. It seduced me instantly. Things just work. That is great. There’s a price to pay for that, but I thought it was well worth it because the experience with the other systems I’ve used in the past always left something to be desired.

However, I decided to try new things in this year of 2023. The big motivator for this was my Mac Mini from 2012, which is still working perfectly, but which has not received operating system updates since macOS Catalina. Until then, so good. Catalina is an excellent system and I was very satisfied. However, in November 2022 this version of the operating system stopped receiving updates, which puts my system at risk. Then I spent some time thinking about what could be done… I could spend a good amount of money and buy new Apple computers, or I could try to change again.

Since money doesn’t grow on trees, I decided to try something new. I must say that I am quite satisfied with the choice.

I had heard great things about Fedora and decided to try installing it on one of the computers my kids use (a 2011 Mac Book Pro). Everything worked perfectly once I did the installation connected to the internet via cable and after a few initial updates the system recognized the WiFi as well as the Bluetooth. With the test done, I decided to also put it on my desktop and everything worked very well. With Fedora running on my desktop, I decided to update macOS on my Mac Book Air to the Monterey version. Only something was bothering me. I don’t think I do very well switching between different systems on my desktop and my laptop. So I decided to test something even cooler: put Linux on the 2015 Mac Book Air as well.

But then I started thinking about the limitations of this hardware and that put me off a bit because Fedora uses Gnome and this is not the lightest system out there.

It was then that I decided to follow a tip that came from Mastodon: why not Debian? Studying a little I saw that Linux Mint has a Debian-based version that could be a good option. And it was.

First I tested it by placing it on my desktop (2012 Mac Mini) and everything worked perfectly. Cinnamon is very comfortable to use and the whole system feels very smooth. I decided to try it out on my Mac Book Air as well and today I have the same operating system on both computers again, which makes my life a lot easier.

Linux Mint Debian Edition is excellent, exceeding all my expectations. Things work great and I haven’t faced any serious issues so far.

There are, of course, two or three things that bother me a little. The first is that there is no native client for OneDrive (my cloud option since 2016, when I used Windows), and that made me have to buy InSync and so far, so good. What sucks is that InSync doesn’t have the same operating logic as the default OneDrive client. It gives me a bit of a headache because either everything is in sync or it isn’t. There isn’t that nice option in OneDrive’s default client of showing the document but only downloading it from the cloud when I click on it to use it.
The other thing that annoys me a bit is how fast the track pad and scroll work on Linux. For me this is too fast and bothers me a little. I haven’t found a place to adjust this yet, but it’s something I can live with.

Finally, one thing that annoys me a little is that I’ve spent so much time using Apple’s shortcuts that now I’m always hitting the Command key in Linux when it’s actually the ALT or CTRL key I need to access. This last question is of course not a Linux issue but mine 🙂

Well, anyway, it’s important to point out how much I’m enjoying the experience of using the Linux Mint Debian Edition but also to send a compliment to Fedora, which is the system that is still being used a lot on my kids’ computers.

The evolution that has occurred with Linux systems since I stopped using it in 2015 until now, when I resumed using it in 2023 has been brutal. Everything is very nice and very comfortable to use. Including, I must say that my Mac Book Air is much better. One thing I’ve noticed and I can’t quite explain why is that when I connect this computer to teach on the university’s projectors, the projector’s screen resolution is better with Linux than it was with macOS. In addition, the process of sharing my cellular connection with my laptop for work away from home is also much easier. Amazing that doing this using the laptop running Linux is easier than it was before when the computer was running macOS.

Anyway. Testing new things is always good. Running Linux is always good. Using Apple (intel) hardware with Linux has proven to be excellent.