O preconceito contra SNAPS pode estar te prejudicando

Snap é uma forma de empacotar software de maneira containerizada em Linux. É uma maneira desenvolvida pela empresa Canonical, que mantém o Ubuntu, para deixar o processo de gerir software num sistema, de acordo com eles, mais fácil e simples. Não é a única maneira de fazer isso. Há a forma mais famosa e adotada que é o Flatpak.

O legal de usar um sistema Linux é que a gente não precisa usar exclusivamente nenhuma delas. Entretanto, muita gente que não usa Ubuntu (que tem Snaps habilitados e priorizados por default) critica os Snaps.

Só que tem uma coisa… A loja de aplicativos de Snaps apresenta mais soluções alternativas para serviços que muitos precisamos no Linux mas não encontramos em pacotes de sistema ou mesmo em Flatpaks. Abaixo, coloco uma comparação de buscas para aplicativos que me permitam usar dois serviços importantes para mim no Linux (mas que não tem aplicativos nativos): WhatsApp e Outlook.

Perceba que a quantidade de opções que você pode ter nos Snaps é maior do que a que temos no Flathub. Ou seja: se você tem algum preconceito para usar Snaps, eu recomendaria repensar. A gente quer algo funcionando, certo? Não há nenhum problema em ter aplicativos no seu sistema que foram instalados de pacotes do sistema, de Flatpaks e de Snaps. O seu sistema Linux vai permitir que você use aplicações destas três fontes sem qualquer problema.

Um comentário em “O preconceito contra SNAPS pode estar te prejudicando”

  1. Me parece que não há dano em usar as duas tecnologias simultaneamente. Mas acredito que o sistema fica mais simples e mais fácil de gerenciar com apenas um deles.

    Fiquei com bronca da Canonical em insistir em ir contra a comunidade e introduzir um gerenciamento de pacotes independente, ao invés de contribuir com o flatpak.

    O modelo totalmente aberto do Flatpak se alinha com a filosofia tradicional do Linux de descentralização e controle comunitário. Já o modelo híbrido do Snap (cliente aberto, servidor fechado) dá à Canonical o controle sobre o ecossistema, permitindo-lhe impor políticas, revisar aplicativos e integrar tudo profundamente com o Ubuntu. Isso gera desconfiança em partes da comunidade que valorizam a descentralização.

Deixe um comentário para Guilherme Silva Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *