Surpreso e, ao mesmo tempo, nem tanto

Ontem eu decidi retomar o uso do Vivaldi como meu navegador principal. Este post não é sobre isso, entretanto.

O que ocorre é que eu, ao configurar o navegador para uso diário, instalei duas extensões essenciais para mim: Privacy Badger e No YouTube Shorts. Ao testar as extensões, eu percebi uma coisa interessante: a quantidade surpreendente de rastreadores que o site Speed Test tenta fazer funcionar ao realizarmos um teste de velocidade e a ausência de rastreadores no serviço semelhante fast.com.

A título de comparação, o serviço SIMET trabalha com três rastreadores, todos vinculados ao Google, que indica uso do Analytics e também de fontes do Google.

A surpresa (mas nem tanto) mais interessante é o espantoso volume de rastreadores usados no Speed Test. De igual maneira, a Netflix, que é a responsável pelo fast.com não usa nenhum rastreador. Interessante.

Esperado que o Speed Test implemente rastreadores dada a quantidade de anúncios que exibe. Isso deve ser operacionalizado para que o serviço exista. Mas mais de 30 é algo verdadeiramente surpreendente. Aquilo deve ser uma máquina de coleta de dados.

Veja bem. Não ha nada de errado em usar uma ferramenta de monitoramento de acessos como o Jet Pack ou o Analytics. O que me surpreende aqui é a quantidade de rastreadores em operação no Speed Test.

Assistam The Pitt

Aprendi a conviver com a plataforma LinkedIn. Nem sempre é uma convivência harmônica. Hoje, por exemplo, vi uma postagem de um “especialista em Marketing” que falava que “agora o paciente desenvolveu a coragem de desafiar o médico” e que isso acontecia porque “a medicina havia parado no tempo”. De acordo com este especialista, a autoridade do médico se constrói não mais por sua capacidade demonstrada nas suas atividades como médico, mas sim nos posts que o médico faz em plataformas sociais.

Antes de fechar a aba do navegador xingando o tal especialista e amaldiçoando aquele lugar infernal que capacita pessoas como ele a se colocarem como especialistas e a dizerem tamanhas bobagens, eu me lembrei da série The Pitt, que está no HBO Max (ou na sua fonte alternativa preferida).

Num dos episódios finais da primeira temporada, é apresentado um exemplo deste perfil que se desenvolveu na sociedade contemporânea do paciente que “desafia” o médico. A forma com que isso é colocado na série é muito bacana. Evidencia o perigo de as pessoas confiarem cegamente nas coisas que consomem pela internet sem terem o mínimo de postura crítica e de entenderem que cada profissional ocupa o lugar que está por suas capacidades técnicas, especialmente num hospital.

Há muito tem-se refletido sobre o inferno que é para o profissional de qualquer área que agora tem que ser também um influenciador das mídias sociais para ser enxergado como um profissional competente. Isso é um absurdo e vale não só para profissionais da área da saúde, mas também para todos os outros. Enfim. Achar que alguém só vai ser reconhecido como competente se for um bom produtor de conteúdo é algo que não me passa muito bem. Não dá para engolir isso.

De qualquer forma, a série é excelente. Tal qual acontecia no antigo 24 horas, cada episódio do The Pitt é uma hora do plantão da emergência de um hospital. O ritmo é muito legal e os acontecimentos desencadeiam-se de maneira muito interessante. Bom roteiro, boa atuação, boa direção e excelente montagem.

Atribuo todos os elogios possíveis a The Pitt. Com igual força, todo o desprezo para quem acha que para ser um bom profissional a pessoa precisa ser boa postadora de conteúdos nas plataformas sociais. Essa ideia de que as mídias sociais são um enorme concurso de popularidade é de dar nojo.

Linux Mint FTW

Recentemente foi lançado o Debian 13. Como aconteceu quando foi lançado o Debian 12 eu fui lá e testei. Gostei muito e decidi usar. Foi divertido e bacana usar o Debian 13 com KDE, não fossem alguns problemas que eu tenho pouca paciência para resolver. O principal deles é que o OBS para usar câmera virtual não funciona de forma automática. Tem que fazer uns procedimentos que eu não consegui realizar de forma a deixar definitivamente usável. Não vou linkar nada aqui porque definitivamente se você está num contexto semelhante ao meu em termos de uso de sistemas Linux (o ponto onde estes caminhos para fazer a câmera virtual no OBS se tornam uma dor de cabeça) talvez nem valha a pena seguir os links. Se você está num ponto de uso de sistemas Linux mais avançado que eu, sinceramente, não sei o que você está fazendo lendo este post. Este texto não é sobre o Debian. É sobre o Mint; que reina soberano pra mim.

Este parágrafo introdutório teve uma importante função: lembrar a mim mesmo que sempre que eu invento moda de mudar de distribuição, me arrependo e acabo voltando pro Mint. O Mint é o sistema Linux mais legal de usar. É super fácil de instalar e manter, o visual é familiar e confortável. As coisas funcionam. A gente pode se preocupar em simplesmente fazer o que precisa no computador ao invés de ter que ficar dando voltas e mais voltas para fazer o computador funcionar. Desde que eu voltei a usar Linux, o Mint tem sido meu porto seguro. Aqui tudo o que eu preciso funciona bem logo de cara.

Claro que o Mint não é perfeito. Ele tem algumas inconveniências. A que mais me incomoda é que no Cinnamon os botões de janela não ficam iguais para todos os aplicativos (para vários deles eu resolvi a questão usando versões via AppImage). Entretanto, apenas para o OBS, não consegui resolver isso. Mas tudo bem. Então alguns tem botões diferentes dos outros. Como é algo visual e que não interfere no funcionamento do sistema, tento me controlar para não me incomodar muito.

Outros sistemas Linux que eu gosto muito são o Fedora (KDE, claro) e o Debian. O Mint, no entanto, para mim, é o mais legal porque me dá menos dor de cabeça no frigir dos ovos. E é isso que importa.

Pois bem. Estava lá eu usando o Debian 13 com KDE e me vi num contexto de precisar usar a câmera virtual no meu sistema e tendo pouco mais do que uma hora para resolver a coisa até a hora da reunião. Resolver a questão usando os métodos que localizei na internet para fazer a coisa funcionar no Debian não me ajudaram a contento. A solução não se mostrou persistente e eu tive que escolher: refazer o processo ao reiniciar o sistema ou trocar o sistema de uma vez. Optei pela segunda, claro.

Fiz isso porque tenho um esquema rápido e fácil de construir um sistema do zero com o Mint. O Mint me ajudou justamente porque a instalação foi rápida e fácil e porque eu tenho uma sequência de comandos organizados em um script que deixam o meu sistema 95% pronto para o uso rapidamente. Em menos de meia hora eu já estava com tudo quase pronto, precisando apenas configurar o e-mail, logar no navegador para sincronizar favoritos e iniciar a sincronização do NextCloud. Vou deixar aqui o script que eu uso porque é útil pra mim.

#!/bin/bash

# Atualiza os repositórios e atualiza o sistema
sudo apt update && sudo apt upgrade -y

# Instala pacotes essenciais e aplicativos via apt
sudo apt install curl btop virt-manager numlockx remmina -y
sudo apt install ttf-mscorefonts-installer -y

# Instala aplicativos via Flatpak do repositório flathub
flatpak install flathub it.mijorus.gearlever -y
flatpak install flathub org.localsend.localsend_app -y
flatpak install flathub org.zotero.Zotero -y
flatpak install flathub org.videolan.VLC -y
flatpak install flathub org.audacityteam.Audacity -y
flatpak install flathub org.filezillaproject.Filezilla -y
flatpak install flathub fr.handbrake.ghb -y
flatpak install flathub com.obsproject.Studio -y
flatpak install flathub org.signal.Signal -y
flatpak install flathub com.github.jeromerobert.pdfarranger -y

# Limpeza do sistema
sudo apt autoremove --purge -y
sudo apt autoclean
sudo apt clean

# Atualiza os repositórios e sistema novamente
sudo apt update && sudo apt upgrade -y

# Reinicia o sistema
sudo reboot

Eu salvo este arquivo com o nome mint.sh e deixo em meu servidor para baixar sempre que preciso. O processo é rápido e eficaz. Eu rodo este script logo no primeiro boot antes mesmo de passar pela tela de boas-vindas do Mint.

Bem, uma vez que eu baixo o arquivo, daí é só ir pro diretório onde o arquivo está e rodar:

./mint.sh

Depois que o script roda, instala tudo o que eu preciso e faz uma limpeza e atualização, ele reinicia o sistema. Nesta segunda rodada é que eu passo pela tela de boas-vindas.

Ao rodar as boas-vindas uma coisa muito importante a fazer é acertar o timeshift. Daí eu faço algumas modificações que acho importantes:

Configuro o sistema para ligar o NumLock:

Personalizo a forma com que é mostrada a data no systray (%A · %d/%m/%y · %H:%M):

Mudo os ícones do sistema para Yaru-blue:

Feito isso agora é só colocar as minhas credenciais nos software de uso diário como falei acima (navegadores, cliente de e-mail e calendário, notas, gerenciador de senha e o cliente de armazenamento de arquivos em nuvem).

Daí eu passo a baixar os apps que eu uso como AppImages, porque eu sou um pouco incomodado com a questão visual da aparência das janelas e do ponteiro do mouse, então alguns aplicativos eu uso como AppImages que me garante isso. Explicando, estes aplicativos listados a seguir, mesmo não tendo sido feitos pensando em temas GTK, se instalados como AppImages, herdam estas configurações do sistema. Os aplicativos são:

  • NextCloud (para sincronizar arquivos armazenados em minha área)
  • Krita (para editar imagens e fazer composições)
  • KDEnlive (melhor editor de vídeos para resolver tudo rápido e de forma eficiente)
  • SoulSeek (para… bem, você sabe)
  • YouTubeMusic (para escutar músicas neste serviço de streaming)
  • RustDesk (para acesso remoto a alguns computadores)

Depois disso, minha tarefa é baixar o Vivaldi, meu browser primário e, então configurar o cliente de e-mail Thunderbird.

Voltar ao Mint é sempre voltar ao conforto; ao familiar; ao eficiente. Vou sempre atualizar o arquivo do script e este post sempre que alguma coisa mudar. A última atualização foi feita em 02/02/2026.

* O título do post é uma forma de dizer para mim mesmo que o Mint é o sistema que me atente e sempre vence (FTW = For The Win).

A Meta (Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Threads) é um câncer

A Meta faturou bilhões de dólares com anúncios fraudulentos. São anúncios mantidos por golpistas que enganam as pessoas. Lojas falsas. Produtos que nunca chegarão. Pessoas que são e serão lesadas. Pessoas que não receberão o que compraram.

No ano passado, a Meta estimou que cerca de 16 bilhões de dólares, o que representa aproximadamente 10% de sua receita, viriam de anúncios fraudulentos.

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Mas… tudo bem, né? Muito difícil parar de usar o Instagram e o Whatsapp. São aplicativos que *todo mundo* usa…
/s

🙄

Traduzido direto da matéria do Ars Technica:

Documentos internos revelaram que a Meta projetou lucrar bilhões ignorando anúncios fraudulentos que suas plataformas direcionavam aos usuários com maior probabilidade de clicar neles.

Em uma extensa reportagem, a Reuters expôs cinco anos de práticas e falhas da Meta que permitiram que golpistas se aproveitassem dos usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Os documentos mostraram que, internamente, a Meta hesitava em remover contas abruptamente, mesmo aquelas consideradas de “golpistas notórios”, por receio de que uma queda na receita pudesse diminuir os recursos necessários para o desenvolvimento de inteligência artificial.

Em vez de remover prontamente os golpistas, a Meta permitiu que “contas de alto valor” acumulassem “mais de 500 violações sem que a Meta as desativasse”, relatou a Reuters. Quanto mais violações um golpista acumulava, mais a Meta podia cobrar para veicular anúncios, já que os documentos da empresa mostravam que a Meta “penalizava” os golpistas cobrando taxas de anúncios mais altas. Enquanto isso, a Meta reconheceu em documentos que seus sistemas ajudavam os golpistas a segmentar usuários com maior probabilidade de clicar em seus anúncios.

“Usuários que clicam em anúncios fraudulentos provavelmente verão mais deles devido ao sistema de personalização de anúncios da Meta, que tenta exibir anúncios com base nos interesses do usuário”, relatou a Reuters.

Atualizando algumas leituras

Recentemente li o excelente “Atingidos pelas redes sociais“. É uma baita pancada nas plataformas que atuam de forma muito negativa nas nossas vidas. O texto é muito bem escrito e fundamentado. A leitura é rápida e muito boa (apesar de o tema ser muito rarefeito para a maior parte das pessoas). Comecei a recomendar alguns trechos em minhas aulas. Acho que o trabalho que o pessoal do NetLab faz é muito bom.

Para tentar me distrair um pouco me desafiei a ler umas coisas de ficção que estavam pendentes. Comecei pelo “The Every“, que estava aqui na fila há algum tempo mas eu não tinha muita paciência. Achei muito legal. Claro que é difícil ser mais bacana que o seu antecessor, mas ainda sim é uma excelente leitura. O final é um dos mais bacanas que eu li nos últimos tempos.

Na sequência eu me planejei para ler todos os livros relacionados ao “Problema dos 3 corpos“. Comecei pelo prequel (que eu não sabia que existia) chamado “Ball Lighting“. O livro é muito legal. A história é fascinante. Eu lia pensando que foi escrito semana passada, mas o livro tem mais de 20 anos! Terminei a leitura na manhã de hoje.

Estava animado para começar a ler o “Problema dos 3 corpos” ainda hoje, mas daí eu fui escutar a entrevista do Cory Doctorow no Decoder. Eis que ele fala de um livro que eu havia pensado em ler antes mas acabou me passando batido, que é o “Careless people“. Lá vou eu colocar este na frente, furando a fila da leitura, para terminar sentindo ainda mais raiva da Meta. Acho que tenho um Q de masoquista. Só pode ser.

Tentando selecionar as melhores músicas do Blur

Recentemente fui surpreendido por um alerta no meu aplicativo de streaming de música:

Tem pelo menos 30 anos que eu escuto Blur. Nunca deixei de gostar. Foi um prazer ter sido uma das poucas pessoas que foi ao show em novembro de 1999. Talvez nesse dia eu tenha pago a corrida de taxi mais cara de minha vida para me levar do lugar do show para o local onde eu estava hospedado lá em SP.

De qualquer forma, durante o mês de setembro eu estava repassando pela discografia do Blur buscando encontrar as melhores músicas de cada disco. Uma lista provisória que tenho é a seguinte:

The Ballad of Darren – Barbaric
The Magic Whip – Ghost ship
Think Tank – Out of time
13 – No distance left to run
Blur – Strange news from another star
The Great Escape – The Universal
Parklife – Tracy Jacks
Modern Life is Rubbish – Popscene
Leasure – She is so high

Foi difícil chegar a essa lista e definitivamente ela não é definitiva 🙂

Agora… dentre estas, achar qual é a preferida é bem complicado.

Talvez eu deva seguir ouvindo para me decidir…

Tem pessoas que são assim… simplesmente babacas

Lá no começo dos anos 2000 eu participei de um evento bacana num hotel chique daqui de BH com convidados de renome nacional. Minha função era falar de usabilidade na web e o coordenador do espaço onde eu falei era um proeminente professor da USP cujo livro eu usava em minhas aulas. Achei muito bacana a oportunidade e estava bem ansioso pelo evento (acho que já até escrevi sobre isso aqui no blog no passado mas o post não deve ter sobrevivido às inúmeras faxinas que já dei neste lugar desde que ainda estava lá nas ilhas côco). Enfim, eu acabei estourando um pouco o meu tempo de falar e o professor que coordenava o espaço naquele dia me tratou super mal. Foi rude mesmo. Um baita babaca.

Por um bom tempo eu fiquei com raiva. Depois, por causa dessas coisas da memória, eu passei a achar que eu é que tinha vacilado mesmo e não deveria ter estourado o tempo (acho que eu tinha 20 minutos para falar e falei 30).

Hoje uma conexão minha no LinkedIn interagiu com uma postagem deste professor, que segue lá na USP. A postagem era um desabafo do professor falando muito mal de um programa de TV que ele aceitou participar. Coisa rude e mal educada. Falou mal da outra convidada do programa com quem ele teve que interagir, falou mal do assunto. Falou mal de tudo.

Foi ótimo eu ter visto o post porque me fez lembrar que o meu lance de ter estourado o tempo e ter sido super mal tratado não foi uma falha imperdoável  minha. O cara segue sendo um mega babaca… mesmo tendo passados 20 anos da última vez que conversei com ele.

A megaoperação e a desinformação

Ontem, dia 28/08, uma megaoperação da Polícia Federal virou notícia e foi o centro das atenções no Brasil. Um mega esquema de sonegação fiscal evidenciou participação do criem organizado em praticamente toda a cadeia de fornecidmento de combustíveis em São Paulo. Muitas empresas envolvidas em diferentes partes da cadeia que vai do plantio da cana-de-açúcar até a bomba de combustível no posto de combustível.

Recomendo escutar a edição do Podcast O assunto de hoje. Fala da ação gigante da PF, da Receita Federal e do Ministério Público em profundidade.

Duas coisas sobre isso tudo:
1 – Temos que sempre ter em mente o governo que está realizando esta operação. Isso é muito importante. Foi no governo do prosidente Lula que foi feita esta investigação. De igual maneira com o que aconteceu com o escândalo dos descontos indevidos na Previdência, isso foi descoberto graças a uma investigação que aconteceu num governo do PT. É importante ter isso em mente porque muita gente vai falar (já está falando) que os governos do PT são corruptos e ladrões. No entanto, é justamente nestes governos que estas investigações acontecem e que estes esquemas são desbaratados. Num governo corrupto estas investigações não vão adiante.

2 – Chamo atenção para um trecho que começa em 26:51 (aqui o link direto para o ponto) em que a apresentadora e o entrevistado conversam sobre como este esquema poderia ter sido descoberto antes se as normativas sobre o PIX propostas ao início do ano tivessem sido implementadas. No entanto, graças a um vídeo repleto de desinformação feito pelo Nikolas Ferreira (Deputado da extrema direita brasileira) não tivesse gerado uma onda de protestos (infundados) sobre a proposta feita à época pelo governo federal.

Cada vez mais temos que ficar atentos para a questão da desinformação no país. Mesmo que o deputado não tivesse a intenção de colaborar com o crime organizado, a sua ação de desinformação sobre o PIX acabou por colaborando que uma série de normas não fossem colocadas em opoeração, o que (isso sim) facilitou a ação do crime organizado em prejuízo do país.

O preconceito contra SNAPS pode estar te prejudicando

Snap é uma forma de empacotar software de maneira containerizada em Linux. É uma maneira desenvolvida pela empresa Canonical, que mantém o Ubuntu, para deixar o processo de gerir software num sistema, de acordo com eles, mais fácil e simples. Não é a única maneira de fazer isso. Há a forma mais famosa e adotada que é o Flatpak.

O legal de usar um sistema Linux é que a gente não precisa usar exclusivamente nenhuma delas. Entretanto, muita gente que não usa Ubuntu (que tem Snaps habilitados e priorizados por default) critica os Snaps.

Só que tem uma coisa… A loja de aplicativos de Snaps apresenta mais soluções alternativas para serviços que muitos precisamos no Linux mas não encontramos em pacotes de sistema ou mesmo em Flatpaks. Abaixo, coloco uma comparação de buscas para aplicativos que me permitam usar dois serviços importantes para mim no Linux (mas que não tem aplicativos nativos): WhatsApp e Outlook.

Perceba que a quantidade de opções que você pode ter nos Snaps é maior do que a que temos no Flathub. Ou seja: se você tem algum preconceito para usar Snaps, eu recomendaria repensar. A gente quer algo funcionando, certo? Não há nenhum problema em ter aplicativos no seu sistema que foram instalados de pacotes do sistema, de Flatpaks e de Snaps. O seu sistema Linux vai permitir que você use aplicações destas três fontes sem qualquer problema.